A noite quando não me resta mas nada o que fazer
Deito-me sobre minha cama ainda fria e penso
E lembro de como foi meu dia e das palavras
Que ouvi, das coisas de util que fiz e ouvi
E percebo quase nada.

Meus dias passam tediosamentes iguais
Dias frios, sinto frio ja não sinto o calor
Do sol , esses raios ultra violeta...
Atinjem minha pele e me deixa mais esquisita do que sol

Embora a ausencia me deixe palida e sem graça
Sem graça como minha vida tem sido
Sem graça como as palavras que tenho ouvido
Sem graça , simplismente sem graça...

Meu cabelo despenteado,
Meu quarto desorganizado
Esses Posters na parede
essa cama bagunçada
Minha bangunça organizada

Eu não sinto mais prazer nessa vida que tenho
Eu não sinto mais tedio nesse martirio que vivo
Estou prestes a cavar minha propria sepultura
E atirar-me e ante a minha lapide

Escreve-la que aqui fora uma poeta
que buscava o sentido da vida
que perdeu insistindo em encontra-la
Que perdeu nesses dias vazios

Nesses dias Frios
Que perdeu dentro de si.
Só restará uma garrafa de vinho tinto
Que foi o seu ultimo prazer ao degustar
Que foi a sua ultima dor ao se matar .






Pâmella Moura.

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Popem -me de cometarios tolos!